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Copenhague: esperança ou desilusão?

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O encontro de Copenhague só terá definições na metade do mês
Os primeiros dias de reunião vivem da expectativa quanto à chegada dos grandes líderes em meados de dezembro.

Apesar de terem começado na segunda-feira, dia 7 de dezembro, as discussões da COP-15, sigla que remete à conferência sobre o clima da ONU (Organização das Nações Unidas), devem esquentar somente em meados de dezembro. Na metade do mês, os grandes líderes, figuras carimbadas da política internacional, desembarcarão em Copenhague, a capital dinamarquesa, cidade que recebe o importante encontro.

A partir daí, espera-se que os países divulguem suas metas de redução de emissões. Por enquanto, nos primeiros dias de reunião, só há espaço para a expectativa. As certezas somente virão quando Barack Obama, o presidente americano, Hu Jintao, o presidente chinês, os representantes da União Europeia, como o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, além do primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, efetivamente sentarem à mesa para conversar.

O jornal O Estado de S. Paulo publicou em seu site as principais declarações do primeiro dia de Copenhague. Confira algumas delas a seguir:

“Só espero que as pessoas em Copenhague não percam de vista o fato de que há oportunidades econômicas por aí. Isso está sendo vendido como uma dose de óleo de rícino que se tem de engolir, e não é verdade.” Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos.

“Já é evidente que não se assinará qualquer acordo jurídico importante.” Arkadi Dvorkovich, assessor econômico da presidência russa.

“Estou muito otimista sobre Copenhague. Todos os líderes concordam que temos o mesmo objetivo, que é combater o aquecimento global. Então, creio que chegaremos a um acordo e acredito que ele será assinado por todos os países membros da ONU, o que seria um fato histórico.” Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas.

“É evidente que o mundo se beneficiaria enormemente com uma ação precoce. O adiamento apenas levaria a custos em termos humanos e econômicos que se tornarão cada vez mais altos.” Rajendra Pachauri, chefe do painel de cientistas do clima das Nações Unidas.

“Mesmo que não se chegue a um acordo sobre tudo, e não vai se chegar, uma base sólida será feita. Por isso, a conferência em Copenhague não será um fracasso.” Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente do Brasil.

“Temos de fazer todos os países reconhecerem que eles precisam ser tão ambiciosos como prometeram. Não é mais suficiente dizer ‘posso fazer isso, talvez eu faça isso’. Quero criar uma situação na qual a União Europeia seja persuadida a defender os 30% (quanto à redução das emissões).” Gordon Brown, primeiro-ministro britânico.

Para conversar com Bruno Toranzo, o autor da publicação, não hesite em enviar suas mensagens para brunovdpt@hotmail.com

Árvore de Natal ecológica é inaugurada no Parque do Ibirapuera

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Crédito foto: José Patrício/AE
Com direito a uma grande festa, a tradicional árvore do Parque do Ibirapuera foi inaugurada no último domingo, dia 6 de dezembro. A principal novidade da atração, além de ser a maior árvore já erguida desde o início da comemoração, fica por conta dos materiais empregados. Os idealizadores colocaram em prática o chamado "ecologicamente correto", porque se preocuparam em utilizar produtos reciclados na construção da estrutura e na montagem da iluminação.

"A árvore, que é um presente do Banco Santander e da Prefeitura de São Paulo para a cidade, foi criada com foco no respeito ao meio ambiente, e toda a estrutura foi montada seguindo esse preceito. Usamos material reciclado como garrafas pets e lâmpadas de baixo consumo. Com isso, a árvore, considerada um símbolo da cidade, passou a integrar o conceito de sustentabilidade e a contribuir com a preservação ambiental", disse Fernando Byington Egydio Martins, diretor-executivo de estratégia da marca e comunicação corporativa do Grupo Santander.

Com 75 metros de altura, o equivalente a um prédio de 25 andares, 35 metros de diâmetro e pesando 240 toneladas, a árvore do Ibirapuera é a maior já construída, cinco metros a mais que a do ano passado.
Para possibilitar que os paulistanos confiram esse charmoso espetáculo, foram destinados 50 mil metros de festões ecológicos, além de 60 estrelas confeccionadas com garrafas pets recicláveis, sendo que os fabricantes da estrutura da árvore e da iluminação optaram por materiais reaproveitáveis e lâmpadas com baixo consumo de energia. No total, foram usadas 1 milhão de microlâmpadas, movidas a geradores alimentados com biodiesel. A árvore permanecerá montada até o dia 6 de janeiro, data conhecida por ser o "Dia de Reis".

Não deixe de mandar uma mensagem para Carolina Vertematti, a autora do texto, para o e-mail
carolvertematti@gmail.com

É hora de solução em Copenhague

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ONGs pressionam líderes globais por arrojado acordo do clima
Greenpeace e TicTacTicTac espalharam cartazes pelo aeroporto de Copenhague, capital da Dinamarca, cidade que sediará o próximo encontro das Nações Unidas.

A conferência do clima das Nações Unidas começa no dia 7 de dezembro, ou seja, na próxima segunda-feira. Mais de 100 chefes de Estado e de governo confirmaram presença. Um encontro gigantesco que reunirá os grandes responsáveis pelo aquecimento terrestre. Faz um bom tempo que os mais brilhantes cientistas chamam a atenção para o aumento da temperatura do planeta, o que está causando, entre outros problemas, o derretimento das geleiras.

Como forma de pressionar os personagens políticos pela assinatura de um arrojado acordo de diminuição dos gases-estufa, as ONGs Greenpeace e TicTacTicTac, uma organização americana, espalharam cartazes pelo aeroporto de Copenhague em que os líderes, já no ano de 2020, estão arrependidos por não terem tomado as devidas atitudes.

Lula, Obama, Zapatero, o primeiro-ministro espanhol, e Medvedev, o presidente russo, estão bem mais velhos, com cabelo branco e semblante preocupado. A seguinte mensagem, escrita em inglês, aparece ao lado das imagens: “I´m sorry. We could have stopped catastrophic climate change... We didn´t” (em português: “Desculpe-me. Nós poderíamos ter interrompido a catastrófica mudança climática... Mas não fizemos”).


O que o mundo espera é que o arrependimento fique tão somente na campanha publicitária. Daqui a alguns anos, a expectativa, se tudo ocorrer conforme os otimistas defensores do meio ambiente aguardam, é de estarmos quase livres da dependência do carbono. A economia tem de encontrar outra maneira de se mover. Tomara que realmente seja o fim da hegemonia dos combustíveis fósseis.

Escreva para Bruno Toranzo, o autor da publicação. Mande quantas mensagens desejar para brunovdpt@hotmail.com

Governo espanhol fará com que aviões aterrissem "de maneira verde"

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A manchete causa estranhamento. Mas é isso mesmo. A partir de 2010, todos os aviões que aterrissarem no território espanhol terão que adotar medidas para diminuir o consumo de combustível, o ruído das turbinas e a emissão de dióxido de carbono, o temido CO².

O procedimento chamado de “aterrissagem verde” é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento e visa a redução do consumo de até 25 mil toneladas de combustível por ano, o que resultará em 75 mil toneladas a menos de gases responsáveis pelo aquecimento terrestre.

Para atingir a meta estipulada, as aeronaves vão se aproximar dos aeroportos planando com os motores em potência mínima. A princípio, somente os voos noturnos serão obrigados a adotar a medida. Com isso, ocorrerá uma redução no impacto sonoro dos aviões entre 4 e 6 decibéis, não incomodando as pessoas que moram em um raio de até 18 quilômetros da pista.

Converse com Carolina Vertematti, a autora do texto, mandando uma mensagem para o e-mail
carolvertematti@gmail.com

Os ursos polares caem do céu

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Um vídeo polêmico discute os prejuízos da poluição para o meio ambiente. Ele foi criado pela "ONG Plane Stupid" que defende o fim do tráfego áereo. De acordo com a organização, cada passageiro de qualquer voo europeu é responsável pela emissão de aproximadamente 400 kg de gases que causam o efeito estufa.

O urso polar adulto pesa cerca de 400 kg, ou seja, a mesma quantidade de poluentes liberada em cada viagem. Para fazer essa comparação, a ONG e a agência de publicidade Mother produziram um vídeo com ursos que despencam do céu como se fossem aviões.

Para assisti-lo, clique aqui.



Na sua opinião, trata-se de um exagero ou esse trabalho é necessário para mostrar às pessoas a importância de mudança?

Não deixe de comentar a publicação. Se quiser conversar com Cintia Roberta, a autora do texto, escreva para ctaroberta@gmail.com

É com satisfação que anunciamos o livro "Economia Alternativa: Uma Nova Maneira de Organizar o Mundo"

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Durante sete meses deste ano, o grupo se dedicou à realização de um trabalho considerado decisivo para a formação em jornalismo. Unidos na tarefa de escrever sobre a nova economia, os autores e amigos Bruno Toranzo, Carolina Vertematti e Cinta Potelecki, ao entregar o livro Economia Alternativa: Uma Nova Maneira de Organizar o Mundo para os integrantes da banca de avaliação, concluíram um grande desafio. Leia abaixo a orelha da obra escrita pelo professor e orientador do TCC, também conhecido como "Trabalho de Conclusão de Curso", que brilhantemente descreveu o resultado da nossa aventura:

“Este livro é fruto de trabalho de pesquisa e de envolvimento de três jovens formandos que resolveram remar contra a maré e, ao invés de mergulharem em temas corriqueiros do dia a dia como esporte, cultura e lazer, internet e mídias sociais, preferiram explicar o que é economia, como ela nos atinge, como não podemos viver sem entendê-la e, mais do que tudo isso, quais características precisam ter a economia do futuro.

Os autores Bruno Toranzo, Carolina Vertematti e Cintia Potelecki nos mostram que é hora de mudança. Uma alteração brusca que recebe o nome de Economia Alternativa, já que não se pode mais aguentar os efeitos nocivos do sistema econômico convencional como a destruição do meio ambiente, com destaque para o aquecimento global; os movimentos inescrupulosos dos agentes financeiros, como a bolha no setor imobiliário americano que levou a economia praticamente ao colapso e a produção voltada para atender o consumo sem qualquer responsabilidade.

Mais do que nos levar a uma profunda reflexão sobre os rumos que a economia tomou, o livro nos deixa várias lições de como podemos, com gestos e ações simples que fazem parte do dia a dia, praticar o consumo responsável.

Abordar economia em um país de proporções continentais como o nosso não é fácil. Esse exercício requer, em primeiro lugar, preparo e conhecimento sobre as enormes diferenças de renda. Como falar de economia sem falar em dinheiro? Como falar de dinheiro sem falar em trabalho? Como falar de trabalho sem detalhar as classes sociais? Como falar de classes sociais sem tocar no problema do consumo desenfreado?

Ao discutirem o tema Economia Alternativa, o que esses três alunos do 8º Semestre do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo fazem é deixar que a economia tome conta das nossas conversas, seja assunto nas rodas de discussão. Há dicas imprescindíveis em uma linguagem simples e direta que nos leva a não só conhecer como adotar o consumo consciente, criativo e solidário.

A partir deste livro, quem sabe boa parte da população possa entender e praticar a economia com um novo olhar, a partir de uma nova perspectiva, marcada, principalmente, pelo respeito ao indivíduo, à sua comunidade e ao seu dinheiro”.

Prof. Rodolfo Bonventti
UMESP

Os chineses estão no caminho errado

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A China optou pelo modelo de desenvolvimento do passado
O governo leva em consideração tão somente o crescimento econômico. A exemplo do que fizeram os países desenvolvidos, a China não quer saber de respeito ambiental e preocupação social.

As minas de carvão chinesas estão longe de serem seguras. Somente no ano passado, foram mais de 3 mil mortes em acidentes de trabalho. Os desabamentos, as inundações e as explosões são as principais causas do alto índice de mortalidade. A última tragédia ocorreu no nordeste do país. De acordo com a mídia estatal, mais de 100 pessoas morreram de forma quase instantânea.

Esses acidentes poderiam ser perfeitamente evitados. Na ânsia de produzir energia com rapidez, já que o governo tem por objetivo dar conta da demanda crescente trazida pelo robusto crescimento econômico, as medidas de segurança ficam de lado. Como o mundo inteiro sabe, os chineses têm no carvão sua principal fonte de energia, uma presença quase hegemônica na geração elétrica.

A verdade é que a China não cresce de maneira sustentável. Podemos chamar o modelo chinês, a exemplo do que ocorreu com a maior parte das nações desenvolvidas, de doentio. Apesar de se tornar cada vez mais forte, sob todos os aspectos de análise, no cenário internacional, esse gigante não faz questão de instaurar uma nova forma de desenvolvimento, fundamentada no respeito ao meio ambiente e às pessoas.

Mesmo que a economia chinesa cresça de uma maneira espetacular, ao avaliar os números referentes ao PIB (Produto Interno Bruto), não se pode dizer, muito longe disso, que a população goza de boas condições de vida. A evolução do PIB, a soma das riquezas produzidas e dos serviços disponibilizados por um país, de um ano para o outro não leva em conta os prejuízos ambientais e sociais causados para que se conseguisse tal aumento.

Ao olhar apenas para o PIB, a renda média real não pode ser medida. Como em tantos lugares do planeta, a sociedade chinesa é extremamente desigual. Ou seja: poucos ganham muito, e muitos ganham pouco. Isso pode ser constatado na diferença entre as regiões chinesas. Algumas cidades movimentam uma soma gigantesca de recursos financeiros, o que não significa que as pessoas, na média, vivam bem. Por outro lado, outras não são do interesse dos investidores. A ausência do mercado faz com que tenham índices de miséria preocupantes.

É por isso que muitos especialistas, com destaque para o economista Joseph Stiglitz, vencedor do Prêmio Nobel, defendem que o PIB não seja o único medidor da riqueza de um país. Quem investe (refiro-me aos empresários que efetivamente investem para criar empregos e aumentar a renda da população; não estou falando dos inescrupulosos especuladores) e aposta na seriedade de um país precisa, para Stiglitz e sua turma, avaliar as condições de vida dos habitantes. Temos de parabenizar iniciativas como essa, porque serão importantes para que uma nova economia seja finalmente possível.

Por fim, para piorar a avaliação do desenvolvimento chinês, o governo, centralizado na figura do Partido Comunista, tenta desesperadamente manter seus cidadãos longe das fontes de informação. Em território do falecido líder Mao Tsé-Tung, não se pode discordar. Não há espaço para discussões. A visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, como forma de melhorar as relações entre os dois países, resultou em um exemplo do controle sobre as pessoas exercido pelos governantes chineses. Ao se encontrar com estudantes escolhidos a dedo pelos dirigentes comunistas, Obama precisou responder indagações que evidenciavam uma linha favorável ao regime.

Como já dissemos em publicações anteriores, a China não vai se comprometer com a redução das emissões dos gases de efeito estufa no encontro de Copenhague a ser realizado no começo do próximo mês. Infelizmente, os chineses já mostraram que não vão inaugurar um novo modelo de crescimento. Eles optaram pelo passado com o agravante de impedir, por meio da violência em muitos casos, a disseminação de qualquer posicionamento contrário à escolha.

Para conversar com Bruno Toranzo, o autor do texto, envie quantas mensagens desejar para brunovdpt@hotmail.com

Nova motocicleta Mavizen é movida à eletricidade e tem acesso à internet

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A fabricante inglesa de motocicletas Mavizen anunciou um novo modelo que promete ser revolucionário no quesito combustível. A TTX02 alcança uma velocidade de até 210 km/h, inclui computador com sistema Linux que tem acesso à internet. O problema está na autonomia, quando a bateria está completamente carregada, de apenas 65 km.

Os apaixonados já podem fazer a reserva e terão de desembolsar até R$ 100 mil pelo modelo, considerado arrojado e moderno, que começará a ser entregue em 2010. Só que eles terão de se preparar para uma "parada técnica", porque no meio da viagem será necessário encontrar uma tomada para carregar o veículo. Ao mesmo tempo em que a moto não polui e consome pouca energia, o motorista precisa estar atento para não ficar a pé.

Comente o post ou mande um e-mail para a autora Carolina Vertematti no endereço: carolvertematti@gmail.com

Indecisão em Copenhague

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O acordo do clima deve ficar para depois
Os países não conseguem se entender. Já se fala em compromisso bilateral entre os maiores poluidores como forma de escapar da pressão internacional pelo fim da dependência do carbono.

“Se houver vontade política, estou certo de que há um caminho para concluirmos um acordo em Copenhague”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, no começo de novembro. Ou seja, a julgar pelo ritmo moroso das negociações, não teremos decisão alguma, entre os dias 7 e 18 de dezembro, na capital da Dinamarca. Os países, com exceção da França, não demonstram comprometimento para adotar medidas que atenuem o aquecimento terrestre.

Os Estados Unidos provavelmente chegarão ao encontro sem metas concretas. Mais uma vez, como ocorreu no Protocolo de Kyoto, os americanos relutam em assumir sua imensa responsabilidade no problema. Até agora, o Senado não aprovou o projeto de lei, chamado, em alusão aos sobrenomes dos parlamentares que o criaram, de Waxman-Markey, que fixa a redução das emissões de gases-estufa em 20% até 2020, utilizando como base os polêmicos níveis de 2005.

Para o Greenpeace, trata-se de um corte insuficiente. Na verdade, muito longe de ser suficiente. Ao considerar a porcentagem original de diminuição (a Câmara aprovou 17%; o Senado colocou mais 3%), isso equivale a uma redução de meros 4% em relação a 1990. O investimento em fontes renováveis também faz parte do projeto. De acordo com o documento de 1.200 páginas, cuja votação está completamente parada, as geradoras de energia elétrica terão de dar conta de 20% da demanda por meio de fontes renováveis, como solar e eólica, até 2020.

“Não está certo a União Europeia assumir a responsabilidade e os demais não”, criticou a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. A União Europeia tem várias propostas para apresentar. Como disse Merkel, o grau de comprometimento dependerá dos demais. Caso os europeus sintam que o acordo deste fim de ano será levado a sério pelos participantes, eles vão se comprometer a reduzir em 95% suas emissões em 40 anos. O bloco de 27 países tem como objetivo, independentemente do que faça o restante do mundo, diminuir em 20% as emissões nas próximas duas décadas. Ao contrário dos americanos, a UE leva em conta o ano de 1990 como base de comparação.

A China, assim como a Índia, não concorda que os países emergentes tenham metas obrigatórias. Com uma matriz energética extremamente suja, baseada no uso intenso de carvão, os chineses já ultrapassaram os Estados Unidos em termos de emissão dos gases do efeito estufa. Recentemente, o governo divulgou que pretende estimular as ações de baixo carbono, além de ampliar em 15% o uso de energias renováveis nos próximos 20 anos.

“Não temos o direito de permitir que o presidente Obama e que o presidente Hu Jintao (China) façam um acordo com base apenas nas realidades políticas e econômicas dos dois países”, defendeu Lula em encontro com o presidente da França, Nicolas Sarkozy. Os chineses e americanos são responsáveis por 40% das emissões dos gases que aumentam a temperatura terrestre. Eles cogitam a assinatura de um acordo bilateral para fugir da cobrança internacional por metas arrojadas de diminuição da dependência do carbono.

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França: carros elétricos estarão nas ruas até 2020

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Foto: Divulgação
OS 14 MANDAMENTOS
1) Pontos de recarga até 2010;
2) Veículos elétricos nos novos projetos das cidades;

3) Ajudar as universidades a desenvolver baterias elétricas;
4) Comprar 100 mil carros elétricos até 2015;
5) Subsidiar em 5 mil euros cada veículo elétrico;
6) Carros elétricos carregados em qualquer tomada;
7) Após 2012: prédios novos devem ter ponto de recarga;
8) Instalar pontos de recarga em prédios antigos;
9) Até 2015: todo prédio deve ter pontos de recarga;
10) Usar o padrão europeu de tomadas;
11) Governos locais devem criar pontos de recarga;
12) Organizar a distribuição da rede de recarga;
13) Nenhuma fonte fóssil deve ser usada para gerar energia;
14) Promover a reciclagem de baterias.

Os mandamentos fazem parte do plano do governo francês para garantir, pelo menos, dois milhões de carros elétricos nas ruas até 2020. O plano foi apresentado pelo ministro de ecologia e energia, Jean-Louis Borloo, e pelo ministro de indústria, Christian Estrosi, no mês passado. Para atingir a meta, o governo pensa em veículos que sejam viáveis financeiramente para a população.

Os primeiros modelos “made in France” chegam ao mercado ano que vem com um bônus de 5 mil euros para compra. Essa ajuda é válida para os veículos que emitam menos de 60 gramas de CO² por quilômetro. O governo planeja ter uma frota de 100 mil veículos elétricos até 2015.

Devem ser construídos 4,4 milhões de pontos de recarga nas ruas até 2020. Para isso, será necessário um investimento de mais de 4 bilhões de euros, além do reforço da rede pública de energia, para suportar a demanda. Os prédios residenciais e comerciais, construídos após 2012, terão de ter, obrigatoriamente, pontos de recarga. O governo também espera a participação de shoppings e hotéis.

Para mandar uma mensagem para Cintia Roberta, a autora do texto, escreva para ctaroberta@gmail.com

Brasil em Copenhague

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A 33 dias de Copenhague, governo brasileiro ainda não tem proposta
O país tem condições de mostrar ao mundo que crescimento econômico não depende necessariamente de emissão descontrolada de carbono.

Faltam pouco mais de 30 dias para o encontro de Copenhague. A capital da Dinamarca será a sede do que pode ser perfeitamente considerado um dos compromissos mais importantes da agenda internacional ao longo da história. Os países vão tentar chegar a um acordo a respeito do tão prejudicado meio ambiente, o que envolve redução das emissões dos gases-estufa e controle do desmatamento.

O governo brasileiro ainda não sabe qual proposta levará. Ontem, terça-feira, a reunião entre o presidente Lula e os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Carlos Minc (Meio Ambiente), Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia) e Celso Amorim (Relações Exteriores) não chegou a uma conclusão. O que está garantido, por enquanto, é o comprometimento em diminuir em 80% o desmatamento da Amazônia até 2020.

Como se sabe, a manutenção da mata faz com que o carbono fique retido no solo. Essa meta em relação à floresta Amazônica garante uma redução das emissões em 20% ou 580 milhões de toneladas de dióxido de carbono. Mas o Ministério do Meio Ambiente defende que o Brasil tem condições de dobrar esse número. O ministro Carlos Minc quer que o país reduza em 40% suas emissões até o ano de 2020.

O receio de parte do governo, com destaque para o Ministério da Ciência e Tecnologia e do próprio Itamaraty, é que o país se comprometa com um número considerado arrojado para uma economia emergente, sem que os desenvolvidos expressem a mesma preocupação.

A ideia da responsabilidade histórica culpa os ricos, como os Estados Unidos, Japão e União Europeia, pelos danos causados ao meio ambiente durante o processo de desenvolvimento, especialmente quanto ao aumento da temperatura terrestre. Assim, os americanos, japoneses e europeus, de acordo com essa maneira de pensar o aquecimento global, devem tomar a dianteira nos esforços para contornar a situação.

Ao mesmo tempo, o grupo em desenvolvimento, como Brasil, Índia e China, está lançando volumes crescentes de gases-estufa na atmosfera. Trata-se do mesmo percurso daqueles que poluíram lá atrás. Os Estados Unidos não participaram do Protocolo de Kyoto e não chegam a um consenso sobre o assunto, porque argumentam que os emergentes têm de assumir metas de redução. Os chineses e indianos são radicalmente contra o estabelecimento de uma política obrigatória de redução para aqueles que entraram somente agora em franco processo de crescimento.

A verdade é que as economias com grande potencial, o que inclui a nossa, deveriam se preocupar em deixar para trás essa relação entre carbono e desenvolvimento. Daqui a alguns dias, em solo dinamarquês, os representantes brasileiros precisam apresentar uma proposta que incite outros países a participar de verdade da luta pela manutenção da vida. Não se trata de limitar o desenvolvimento. Estamos, na verdade, inaugurando o ciclo da evolução econômica verde. Caso façamos isso, faremos justiça com a terra maravilhosa, repleta de belezas naturais, que temos o privilégio de gozar.

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Tomada giratória economiza energia

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Na quarta dica de economia alternativa, mostramos que os aparelhos eletrônicos ligados na tomada ou em modo “stand by” consomem energia elétrica da mesma forma. Por mais que saibamos da vantagem de deixar os equipamentos que não estão em uso desconectados da tomada, ninguém está livre de simplesmente esquecer de tomar esse cuidado.

Pensando nessa possibilidade, o designer japonês Yong-jin Kim desenvolveu uma tomada que corta a transmissão de eletricidade ao ser girada, como faz, por exemplo, o botão da máquina de lavar roupa.

A
Power Socket SWITCH, nome escolhido para o invento, reduz em até 11% o valor da conta de luz. E a forma de usar é bem simples. Depois de utilizar o aparelho, basta girar a tomada em 45 graus para que a corrente elétrica seja cortada. Para permitir a volta da energia, é só girar a tomada para o lado original.

Crédito Foto: Reprodução Site


O produto ainda não está sendo comercializado. Quando for, tenham certeza de que avisaremos. Como sabemos, o mundo precisa poupar energia e recursos naturais. De quebra, economizamos alguns trocados. Para conhecer melhor o dispositivo, acesse o site do criador.

Se você quiser mandar uma mensagem para a autora Carolina Vertematti, escreva para carolvertematti@gmail.com

Vídeo: "The Story Of Stuff"

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O documentário de 20 minutos de duração "The Story of Stuff" (em português: "A Estória das Coisas") mostra os nefastos efeitos para o mundo em que vivemos do consumismo, o famoso consumo sem fim, quando as pessoas compram por comprar, sem que exista necessidade para tanto.

Esse trabalho foi realizado pela americana Annie Leonard, uma ativista do Greenpeace, conhecida pelas palestras que evidenciam como o modo de vida americano, baseado na produção e no consumo sem limites, resulta na devastação das florestas, na destruição dos topos das montanhas, na poluição das águas e no envenenamento dos animais e dos próprios seres humanos.

Desde 2007, quando o filme foi colocado na internet, seis milhões de pessoas já conferiram somente no site oficial (http://www.storyofstuff.com/). No YouTube, foram outros milhões de cidadãos. Até mesmo as escolas dos Estados Unidos estão fazendo com que seus alunos vejam.

Assista, portanto, ao "The Story Of Stuff", com legendas em português, logo abaixo:


Comente a publicação. Se preferir, você pode conversar com Bruno Toranzo, por meio do e-mail brunovdpt@hotmail.com

Selos Verdes

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Fique atento na forma como os produtos são desenvolvidos. Esse é um importante passo para colaborarmos, como consumidores, com a preservação dos recursos naturais. Os selos verdes, por exemplo, auxiliam na hora da compra. Eles certificam a qualidade daquilo que vamos consumir, além de atestar que foram e serão causados impactos ambientais reduzidos. Para que você saiba mais sobre o assunto, destaco alguns exemplos:

Eletrodomésticos
Encontrados em eletrodomésticos, o Selo Procel de Economia de Energia, criado pelo Programa de Conservação de Energia Elétrica, é concedido pelo Inmetro e pela Eletrobrás. Os produtos que recebem esse selo possuem melhor desempenho energético. Já o Selo Conpet é destinado aos aparelhos domésticos a gás. Com os selos, as autoridades competentes atestam que os fabricantes desenvolvem equipamentos mais eficientes e de menor impacto para o meio ambiente.

Alimentos
Esses produtos precisam ser produzidos da forma mais natural possível, com a mínima interferência de produtos sintéticos, sem o uso de agrotóxicos e de pesticidas químicos. Apesar de o Brasil já contar com a Lei dos Orgânicos, algumas certificadoras incluem outros critérios, como a quantidade de água usada na irrigação.

Veganos
A Sociedade Vegetariana Brasileira e a EcoCert possuem dois selos para alimentos orgânicos. O certificado Vegano é destinado para produtos que não utilizam ingredientes de origem animal. Já o Vegano Orgânico é para os alimentos que, além de excluir carne, leite, ovos, mel e seus derivados, eliminam ingredientes que tenham gelatina, colágeno e gorduras em sua composição. Os produtos com esses selos não são testados em animais.

Florestas
O selo FSC (Forest Stewardship Council Internacional) certifica produtos que valorizam princípios de sustentabilidade, viabilidade econômica, respeito às leis ambientais e às questões sociais. No Brasil, o Conselho Brasileiro de Manejo Florestal visa garantir o bom manejo das florestas, evitando, por exemplo, o desmatamento. As florestas são importantes no combate ao aquecimento global. O FSC existe em mais de 50 países. Estima-se que 80% da madeira explorada no mundo seja ilegal.

Para todos os setores
Criado pelo Instituto Life em julho deste ano, o selo é destinado para qualquer empresa que queira adotar padrões ambientais. O Instituto se dedica à gestão empresarial sustentável. O selo Life vale por cinco anos e conta com o apoio da ONU, da Convenção sobre Diversidade Biológica e do Ministério do Meio Ambiente.

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Mudanças Climáticas

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Para cientistas, custos referentes ao clima são da ordem anual de US$ 500 bilhões
Caso os países queiram combater os efeitos do aquecimento global, estudiosos dizem que terão de ser gastos o equivalente a dez olimpíadas.

Segundo os cientistas do Instituto Internacional para Ambiente e Desenvolvimento e do Imperial College de Londres, o mundo deverá gastar muito mais do que a ONU (Organização das Nações Unidas) estimou para combater o aquecimento global. Eles calcularam que terão de ser disponibilizados de US$ 400 bilhões a US$ 500 bilhões todos os anos, valores bem distantes da faixa entre US$ 40 bilhões e US$ 170 bilhões divulgada pelas Nações Unidas.

Isso significa que os países precisam gastar o equivalente a nove ou dez vezes o orçamento dos Jogos Olímpicos de Pequim realizados no ano passado. Esses recursos devem ser utilizados em medidas que deixem de lado a dependência dos combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo. A mudança da matriz energética para fontes limpas, consideradas renováveis, diminuirá a emissão do dióxido de carbono, um dos principais gases-estufa. O dinheiro deve sair dos países desenvolvidos, porque as bases construídas para seu desenvolvimento são responsáveis pela elevação da temperatura ao longo da história.

“A questão financeira é central para as negociações em Copenhague. Mas se os governos estão trabalhando com números errados, poderemos ter um acordo falso, que não irá resolver os problemas”, alertou Camilla Toulmin, diretora da entidade que publicou o relatório de revisão dos gastos.

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GLOBE: A bicicleta feita para o mundo

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Crédito foto: Planeta Sustentável
Especializada na criação de bicicletas, a marca americana Specialized desenvolveu um modelo para todos os tipos de público, seja lá de qual nacionalidade for o usuário, para popularizar o veículo de duas rodas como forma de preservar o meio ambiente.

Depois de viajar para diversos países e observar os hábitos de consumo e transporte dos povos dos cinco continentes, um grupo de designers e engenheiros chegou a um consenso para criar a linha de bicicletas Globe, seis modelos cujos preços vão de US$ 300 a US$ 1,5 mil.

Pensando na substituição do carro pela bike para os grandes centros urbanos, o novo modelo encoraja os usuários a aderir à mudança. As vantagens são inúmeras, a começar pelos pneus e correntes que são protegidos com uma capa que não suja as roupas, o quadro recebeu uma inclinação que permite ao ciclista apoiar, quando a bicicleta estiver parada, os pés no chão. Além disso, os freios são hidráulicos, e as manoplas estão mais confortáveis.

Com um projeto de procedência californiana, as bicicletas são montadas em Taiwan, utilizam câmbio da Shimano, marca japonesa, sendo que o quadro é chinês, o descanso vem da Suíça e a corrente é americana. Xodó da companhia que foi a primeira a produzir mountain bikes, a Globe já tem um faturamento anual de US$ 500 milhões.

Ela foi criada para ser usada por ciclistas em qualquer tipo de topografia e terreno. Até o momento, o valor do produto impossibilita que todos tenham acesso. No entanto, o barateamento será consequência do sucesso que a bike está fazendo nos Estados Unidos e na Europa. No Brasil, o modelo mais simples custa R$ 2,2 mil.

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carolvertematti@gmail.com

Entrevista "New Yorker" - Joseph Stiglitz

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Em entrevista à prestigiada revista americana New Yorker, o estudioso Joseph Stiglitz, ex-economista-chefe do Banco Mundial, defende uma grande reestruturação da economia americana, colocando em prática o modelo sustentável, e diz que os Estados Unidos vão ficar muito tempo sem crescer. "Se o consumo interno está fraco, como verificamos agora, é impossível fazer a economia crescer de forma robusta", avalia. O economista é considerado um dos maiores críticos do capitalismo praticado nos dias de hoje.

"Precisamos gastar dinheiro nos grandes desafios, como a melhora da infraestrutura, dos serviços básicos de educação e saúde, além de reavaliarmos a política de energia."

"Boa parte da economia americana realmente precisa de reestruturação. Os princípios básicos da economia, o modo como encaramos o sistema econômico, estão baseados no século XIX. Eles não são apropriados para a realidade do século XXI. Antigamente, uma pessoa era dona do negócio. Se o negócio fosse mal, quebraria. A prejudicada seria ela mesma. Hoje em dia, as empresas são controladas por acionistas. Cada um possui uma parcela. A maior parte dos acionistas não conhece os executivos, aqueles que estão no comando, porque não participa da escolha. Caso a empresa quebre, todos vão para o buraco. O problema é que os dispositivos legais não refletem essa complexidade dos nossos tempos. Como consequência, os acionistas não podem, por exemplo, opinar, mesmo que sejam donos, em relação ao pagamento dos executivos em tempos de crise financeira."

"Saímos do fundo do poço. Mas é um erro dizer que estamos a caminho de um crescimento robusto. As pessoas simples não querem saber se saímos da recessão. O que elas querem é emprego."

"Acho provável que ficaremos sem crescer por muito tempo. É impossível crescer sem consumo. A população americana não tem dinheiro. Ela está sem dinheiro no banco. É difícil enxergar aumento no ato de poupar em um futuro próximo."

"Nós temos que dar o preço certo às coisas. O problema é que estamos tratando como se fosse de graça algo que é muito escasso, como a atmosfera, a natureza. Nós temos que fazer o mercado perceber a escassez do meio ambiente. Temos de dar os incentivos certos."

"Os mercados são centrais para o sucesso de qualquer economia. Só que é preciso que exista regulação. É preciso um constante revezamento entre governo e mercado. Nenhum governo tem a informação e a habilidade de controlar sozinho coisas complexas como a economia."



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Tecnologia

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Franceses incentivam a popularização dos carros elétricos
Governo e empresários vão adquirir 50 mil veículos nos próximos meses.

Já foram lançados vários projetos de carros elétricos nos últimos anos. São inúmeros os protótipos desenvolvidos pelas grandes montadoras. Eles são mostrados em renomadas feiras internacionais de veículos. Com uma tecnologia que permite conectar a bateria na tomada comum de nossas casas para recarregar a engrenagem, os veículos elétricos fazem parte da solução para o problema do aquecimento global. O empecilho está na viabilidade financeira (justificativa tradicionalmente dada pelo setor automobilístico) da produção em larga escala.

Seja como for, o governo e os empresários franceses não estão interessados nesse histórico nebuloso. Nos próximos meses, empresas públicas e privadas e órgãos de Estado da França vão adquirir 50 mil veículos que dependem da eletricidade para se mover. Para complementar o incentivo, o país lançou o chamado Fundo Estratégico de Investimentos (FSI), dotado de 1,5 bilhão de euros, que investirá na produção de baterias e no aperfeiçoamento da tecnologia.

Paralelamente, o presidente Nicolas Sarkozy fechou parceria com um consórcio de empresas, como o grupo Renault-Nissan, para construir uma fábrica de baterias de lítio na cidade de Flins, local próximo de Paris. A intenção é fazer com que a capacidade do empreendimento seja de 50 mil baterias por ano em 2011 e de 250 mil em 2015.

O motor de combustão dos carros lança diariamente um volume preocupante de dióxido de carbono no ar. Considerado um gás do efeito estufa, o CO², ao lado de outros gases, é o responsável pelo aumento da temperatura média do planeta. O veículo elétrico, com a comercialização dos seus modelos, faria com que a fuligem preta que sai dos escapamentos virasse passado.

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Brasil e Bélgica discutem parceria econômica e apoio às causas ambientais

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Em visita à cidade de Bruxelas, capital da Bélgica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com Herman van Rompuy, primeiro-ministro do governo belga, com a intenção de buscar apoio para o desenvolvimento dos países mais pobres, sem esquecer da preservação do planeta.

No discurso, Lula afirmou ter poder para exigir dos países ricos mais atenção às causas ambientais. “Assumimos uma posição de liderança que nos permitirá cobrar de todos, especialmente dos mais ricos, metas de redução claras e ambiciosas”, destacou Lula.

Entre os assuntos em pauta, a luta pelas causas ambientais foi destaque na reunião. No domingo, 4 de outubro, Lula disse ver no país europeu um aliado para a parceria que o Brasil e a União Europeia pretendem firmar na 15ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-15), que será realizada em dezembro na Dinamarca.

Ele ainda ressaltou que os projetos de produção de etanol e biocombustíveis têm uma tecnologia limpa, segura e eficiente, capazes de assumir as responsabilidades do Brasil frente ao aquecimento com um programa de reflorestamento de mais de 300 mil hectares na Amazônia.

Para Yves Leterme, ministro belga das Relações Exteriores, o Brasil será um parceiro importante também para o comércio. "Em 2008, a Bélgica importou 2,9 bilhões de euros em produtos brasileiros e exportou 1,9 bilhão em produtos belgas", lembrou.

Segundo o ministro, essa união trará muitas oportunidades para os dois países. “Nós também oferecemos grandes oportunidades e alta qualidade de vida, mesmo que não possamos competir com o sol e as praias brasileiras", finalizou Leterme.

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Panasonic lança lâmpada LED que dura 19 anos

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A indústria de eletrônicos é uma das que mais demonstram preocupação com a preservação dos recursos naturais. A Panasonic, empresa japonesa, por exemplo, acaba de lançar um novo modelo de lâmpada LED com a capacidade de funcionar por 19 anos.

A EverLed ultra-efeciente tem uma vida útil até 40 vezes maior que as lâmpadas normais. Por enquanto, somente os japoneses terão o produto à disposição. No entanto, a fabricante promete disponibilizar, até janeiro de 2010, a inovadora lâmpada para os Estados Unidos, alguns países da Europa e o sul da Ásia.

A tecnologia empregada pela fabricante japonesa é a primeira a ser desenvolvida no mundo, já que o objeto dissipa calor através de um tratamento especial que reveste o bulbo de alumínio por completo, o que reduz a temperatura das lâmpadas e aumenta a eficiência da iluminação.

Custando 4 mil ienes ou 80 reais, a lâmpada é bem mais cara que os modelos fluorescentes e incandescentes disponíveis no mercado brasileiro. Porém, a vantagem é que, além da durabilidade 40 vezes maior, elas não agridem o meio ambiente, pois são fabricadas sem mercúrio e outros metais pesados.

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